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O que é o colagénio e para que serve no corpo

O colagénio é a proteína mais abundante no corpo humano — cerca de 30% de toda a proteína que temos.

  • 7 min de leitura

O colagénio é a proteína mais abundante no corpo humano — cerca de 30% de toda a proteína que temos. Serve para dar estrutura, força e suporte aos tecidos: pele, músculos, ossos, tendões, ligamentos, vasos sanguíneos e até o revestimento do intestino. Sem ele, o corpo não teria a arquitetura que mantém tudo no lugar. É também a proteína que mais se associa à estrutura e à elasticidade da pele, e é por isso que aparece tanto em conversas sobre beleza e envelhecimento.

O que é, exatamente, e onde está no corpo

Já identificaram cerca de 28 tipos diferentes de colagénio. O tipo I é o mais comum: representa cerca de 90% do colagénio do corpo. Está na pele, nos ossos, nos tendões e nos ligamentos.

A nível químico, o colagénio é feito de aminoácidos, sobretudo prolina, glicina e hidroxiprolina. O corpo precisa da quantidade adequada de vitamina C, zinco, cobre e manganês para os montar corretamente. Isto significa que uma alimentação equilibrada, com esses nutrientes, é a base para o corpo fabricar o seu próprio colagénio. Não há atalho que substitua isso.

Uma coisa que muitas pessoas não sabem: o colagénio não se mede numa análise ao sangue. Não há um valor que se possa pedir ao médico para saber "quanto colagénio tenho". O que existe é a observação clínica dos tecidos e o conhecimento de que a produção diminui com a idade. Isso torna difícil saber, individualmente, se um suplemento está a fazer diferença — e é uma das razões pelas quais a evidência é tão discutida.

Porque é que a produção diminui com a idade

O corpo produz menos colagénio à medida que envelhece, e o que já existe degrada-se mais depressa. Isto é um processo natural, não uma doença. Nota-se na pele, que perde estrutura, força e elasticidade. Não há forma de parar o processo, mas há hábitos que o aceleram e hábitos que o protegem.

O tabaco é um dos principais inimigos. O consumo excessivo de açúcar e de hidratos de carbono refinados também danifica o colagénio existente. A exposição à luz ultravioleta, sem proteção, degrada a pele e o colagénio que lá está. Do lado protetor, a recomendação é simples e pouco glamorosa: protetor solar diário e uma alimentação equilibrada, como o padrão mediterrânico. Ainda assim, a investigação científica sobre a maioria dos suplementos de colagénio é escassa, e os benefícios podem estar mais divulgados nos meios de comunicação do que aquilo que a evidência sustenta.

Comer colagénio aumenta o colagénio do corpo?

Não diretamente. O colagénio não é absorvido na sua forma inteira. Quando comes um alimento ou um suplemento com colagénio, o sistema digestivo parte as proteínas em aminoácidos. Esses aminoácidos são depois usados pelo corpo para o que ele precisar — não necessariamente para fabricar colagénio. O corpo usa esses aminoácidos para o que precisar, não necessariamente para fabricar colagénio. O corpo não recebe a instrução "usa isto para a pele".

Isto não significa que os suplementos sejam inúteis. Significa que o mecanismo não é o que a publicidade sugere. A ideia de que se "repõe" colagénio como se repõe água num copo não corresponde ao que se sabe sobre digestão e absorção.

O que diz a investigação sobre os suplementos de colagénio

Aqui é preciso ser honesto: a investigação científica sobre a maioria dos suplementos de colagénio é escassa. Os poucos ensaios aleatorizados feitos sugerem que os peptídeos de colagénio podem ser eficazes para melhorar a hidratação e a elasticidade da pele. Mas há dois problemas importantes. Primeiro, muitos desses estudos são financiados pela indústria dos suplementos. Segundo, os benefícios podem estar mais inflacionados nos media do que a evidência sustenta.

Uma revisão sistemática de 2023, que juntou 26 ensaios aleatorizados com 1.721 participantes, encontrou melhorias significativas na hidratação e elasticidade da pele com colagénio hidrolisado, em comparação com placebo. Os autores identificaram vários vieses nos ensaios incluídos e concluíram que são necessários mais estudos de grande escala para confirmar os resultados. Ou seja: a evidência é promissora, mas não está fechada. Não sabemos ainda quem beneficia mais, em que dose, durante quanto tempo, nem se os efeitos se mantêm depois de parar.

Se já leste noutro sítio que "o colagénio funciona" ou "não funciona", a resposta honesta é que depende do que se está a medir e da qualidade do estudo. Para hidratação e elasticidade da pele, há sinais positivos. Para outras coisas que se ouvem por aí — articulações, cabelo, unhas — não há dados nesta informação que permitam afirmar seja o que for. Não há garantias.

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Onde é que a alimentação e os hábitos vêm primeiro

Antes de pensares em suplementos, vale a pena olhar para o que já está ao teu alcance. O corpo fabrica colagénio se tiver os materiais certos: aminoácidos (de proteínas como ovos, peixe, carne, leguminosas) e os cofatores — vitamina C, zinco, cobre e manganês. O corpo precisa da quantidade adequada de vitamina C, zinco, cobre e manganês para fabricar colagénio.

A Cleveland Clinic recomenda protetor solar diário e uma alimentação equilibrada, como a dieta mediterrânica, como hábitos que ajudam a proteger o colagénio. Dormir bem, não fumar e moderar o açúcar também contam. Nada disto é novidade, mas é o que a evidência sustenta com mais solidez.

Onde é que um suplemento pode encaixar — e onde não

Se decidires experimentar, os suplementos de colagénio existem em várias formas. A TuttiBear só vende gomas, e é importante que saibas que não vendemos cápsulas, comprimidos, pós nem líquidos. As Gomas de Colagénio têm 1000 mg de colagénio hidrolisado por dose de 2 gomas, além de vitamina C, biotina e selénio. A vitamina C é um dos nutrientes necessários para o corpo fabricar colagénio — mas isso não é o mesmo que dizer que a goma melhora a pele. Não fazemos essa promessa, porque a evidência não a sustenta de forma clara.

O Pack Beleza é um conjunto de produtos e não temos detalhes de rótulo para ele, por isso não te podemos dizer o que contém. Se te interessar, verifica o rótulo.

Um suplemento pode fazer sentido para quem quer garantir um aporte adicional de colagénio hidrolisado e dos nutrientes associados, sabendo que os benefícios possíveis se limitam, na melhor das hipóteses, à hidratação e elasticidade da pele, e que os estudos não são definitivos. Não substitui uma alimentação equilibrada nem proteção solar. E não há razão para esperar resultados rápidos: a investigação disponível é limitada e os benefícios possíveis continuam por confirmar.

O que pertence ao médico ou ao farmacêutico, não a este artigo

Há decisões que não são para ser tomadas com base num artigo. Se tens uma condição de pele diagnosticada, se estás grávida ou a amamentar, se tomas medicação regular ou se tens alguma doença crónica, fala com o teu médico ou farmacêutico antes de começares qualquer suplemento. O mesmo se tiveres sintomas que te preocupam — dor nas articulações, alterações na pele, queda de cabelo. Nenhum suplemento de colagénio trata essas coisas, e atrasar uma avaliação médica à espera de resultados é um risco real.

As gomas de colagénio contêm polióis e o consumo excessivo pode ter efeitos laxativos. Não excedas a dose diária recomendada e mantém fora do alcance das crianças mais novas. Suplementos alimentares não devem ser usados como substitutos de uma alimentação variada e equilibrada e de um modo de vida saudável.

O que fazer a seguir, de forma sensata

Se o teu objetivo é a saúde da pele a longo prazo, começa pelo que está provado: protetor solar todos os dias, uma alimentação equilibrada, não fumar e moderar o açúcar. Se quiseres experimentar um suplemento de colagénio, encara-o como um complemento de baixo risco e benefício incerto — não como um tratamento. Dá-lhe algumas semanas, observa se notas alguma diferença na pele e não continues por inércia se não vires nada. E se tiveres dúvidas sobre se é adequado para ti, pergunta a quem te conhece clinicamente. A evidência ainda não nos permite prometer mais do que isso.

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